Guerrilheiro Virtual

sábado, 23 de abril de 2016

Quem é essa mulher?

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Foto do perfil de Marco Mello
Quem é esta mulher que, aos vinte poucos anos, escolheu pegar em armas por um ideal?

Quem é esta mulher que - no cárcere - foi torturada barbaramente sem entregar seus companheiros de luta?

Quem é esta mulher que perdeu os dentes da frente e fraturou o maxilar com um soco e não deixou de sorrir?

Quem é esta mulher que - em liberdade - constituiu família, estudou e seguiu carreira no serviço público sempre pensando em servir ao seu país?

Quem é esta mulher que - no poder - não aceitou barganhas e malfeitos; e prometeu que não sobraria pedra sobre pedra, doesse a quem doesse?

Quem é esta mulher sobre a qual não pesa nenhuma acusação a não ser a de que é uma "louca", "vaca", "baranga", "sapatão", " mal amada", "machona", "mandona" e "desconfiada"?

Quem é esta mulher que sob tortura de mais de 500 ridículos tiranos não chora e não tomba?

Dilma pode não saber, mas está prestando um inestimável favor à democracia, aos brasileiros, às mulheres e principalmente ao mundo, ao mostrar como ainda somos primitivos, bizarros, desumanos.

As bestas do apocalipse não têm forma de esqueletos, nem vagam em cavalos alados. Elas são monstros que ganham forma na irracionalidade que emerge de dentro de cada um de nós.

É difícil acreditar que estamos evoluindo.

Eu tenho dúvidas.


A humilhação pública de João Roberto Marinho

 


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A única coisa boa em toda a dramática situação que vivemos, em que um bando de bandidos está prestes a tomar de assalto o poder no país, através de um golpe de Estado muito mal disfarçado de impeachment, é a humilhação pública que a Globo e seus vassalos vêm sofrendo na imprensa internacional.

Todos os dias, são publicadas reportagens que tratam o que ocorre no Brasil pelo que é: um golpe.

Um golpe sujo liderado por Eduardo Cunha, João Roberto Marinho, Michel Temer, Fiesp e os setores mais corruptos e reacionários da sociedade brasileira.

David Miranda, companheiro (de vida e profissional) de Glenn Greenwald (que hoje dispensa apresentações), publicou há alguns dias, no The Guardian, um contundente artigo em que denuncia, sem subterfúgios, o golpe no Brasil: é um golpe, um golpe e um golpe. Ponto. Um golpe capitaneado pela Globo.

Outro ponto.

João Roberto Marinho, proprietário da Globo, enviou uma longa resposta ao artigo do Guardian.

A arrogância dos Marinho é evidente. Eles nunca responderam às centenas de manifestações (ver aqui a lista de manifestos) contra o golpe que ocorreram no país e em todo mundo, e agora se manifestam apenas porque foram denunciados num respeitado jornal britânico.

Nas últimas semanas, assistimos manifestações contra o golpe vindas de toda parte: comunidades de juristas, professores, cientistas políticos, escritores, artistas, personalidades do mundo inteiro, manifestações populares gigantes ocorridas no Brasil, além de protestos organizados por comunidades de brasileiros em outros países.

A Globo esconde todas essas manifestações, como se elas não existissem. Quando se dá o contrário: se houver três pessoas protestando contra o governo ou contra o PT, então o protesto vai para a capa de seus jornais e recebe menções destacadas nos noticiários de TV.

João Roberto Marinho responde ao artigo de David Miranda com a soberba de um ditador de república de banana, desacostumado a ser dono absoluto da razão.

A editoria do Guardian publicou a resposta de João Roberto Marinho abaixo do artigo de David Miranda, no espaço da caixa de comentários. Só isso já deve ter sido enorme humilhação para a Globo: ter sua resposta publicada numa mera caixa de comentários.

E aí aconteceu o previsível: em poucas horas, havia centenas, quiçá milhares de respostas ao texto de João Roberto Marinho, desconstruindo um a um seus argumentos falaciosos.

Vocês tem que entrar lá e verem por si mesmos! É um fenômeno lindo: a Globo, ou melhor, o dono da Globo, sendo desmoralizado por uma opinião pública que, felizmente, está livre das garras manipuladoras da Vênus Platinada.

A resposta dos Marinho, como era de se esperar, é uma xaropada coxinha. Fala que a Globo é isenta e que nunca defendeu o impeachment.

Aahahahah.

Fala que a Lava Jato é o maior fenômeno de corrupção da história do Brasil, tentando confundir o leitor, visto que a presidenta não está sendo derrubada por causa da Lava Jato, e sim pelas pedaladas fiscais.

Um comentarista chamado ParisGazette respondeu à falácia de João Roberto Marinho:

"the largest bribery and corruption scheme in the country's history"

This faulty premise alone is enough to discredit the whole argument. Since bribery and corruption are almost invariably undocumented, how can anyone assert that any one scheme is the biggest in history? Does Mr Marinho keep account books of all the monet stolen in Brazil since 1500? If so, he should hand them over to the authorities. If not, his newspapers and television channels should stop reporting as fact something that is simply hyperbole. There is a word for repeating lies so often that they become the truth: propaganda.

"o maior esquema de corrupção da história do país."

Esta falsa premissa sozinha é suficiente para desacreditar o argumento inteiro. Desde que propina e corrupção são quase invariavelmente não documentados, como alguém pode asseverar que um esquema é o maior da história? Por acaso, o senhor Marinho mantém registros de todos os casos de desvios de dinheiro ocorridos no Brasil desde 1500? Se sim, ele deveria passá-los às autoridades. Se não, seus jornais e canais de TV deveriam parar de divulgar como um fato o que não passa de uma hipérbole. Existe uma palavra para repetir mentiras de maneira frequente para que ela se torne uma verdade: propaganda.

Eu também gostaria de responder a este ponto da "cartinha" de João Roberto Marinho ao Guardian.

Essas hipérboles sobre o tamanho da corrupção da Lava Jato foram constantes desde o início da operação, e serviram ao propósito do golpe. Os valores são baseados em delações forjadas, em que os delatores falavam em percentuais sobre obras, e daí os procuradores da Lava Jato faziam projeções mirabolantes sobre os valores desviados.

Entretanto, o maior caso de roubo na política brasileira é o que está prestes a acontecer, com a cumplicidade do senhor João Roberto Marinho: o roubo de 54 milhões de votos dados à presidenta Dilma Rousseff.

Numa democracia, este é pior tipo de roubo.

O segundo maior roubo da história do Brasil foi a compra de votos, praticada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, para aprovar a emenda da reeleição.

Os "bolivarianos", tão atacados e ridicularizados pela Globo, quando mudaram as regras, tiveram o cuidado de consultar o povo através de plebiscitos, que é a única maneira correta de mudar regras eleitorais importantes.

O terceiro maior roubo da história foi a privataria tucana, o processo pelo qual o governo entregou patrimônio público (metade da Petrobrás, Vale, Telebras, CSN, etc) sem ganhar nada, sendo pago com títulos podres e com dinheiro emprestado, a juros subsidiados, pelo próprio governo.

O quarto maior roubo foi o caso Banestado, mãe de todos os esquemas que vieram em seguida, e que revelou ao mundo os talentos do doleiro Alberto Yousseff. O juiz era Sergio Moro, e nenhum político importante foi preso ou condenado...

Em 1964, também assistimos ao assalto à nossa democracia praticado por militares, empresário e barões da mídia.

Os roubos que implicam em usurpação do voto popular são os piores, evidentemente, e a Globo sempre foi a chefe de quadrilha nesses casos.

Encerro o post traduzindo outro ótima resposta, publicada no Guardian, à carta de João Roberto Marinho.

Maria Cristina

"With the Globo Group rests the responsibility to report the facts as they happened. It is our duty." Hahahahahahahahahahahahahaha this is the best joke I've seen all day!!!

"O Globo tem a responsabilidade de dar os fatos assim como eles acontecem. É nosso dever."

Hahahahahahahahahahahahahaha essa é a melhor piada que eu já escutei em minha vida!!!


Tradução:

Vraummmm!

Ali a democracia foi vergonhosamente roubada, novamente com a cumplicidade da Globo, porque um presidente não pode mudar as regras do jogo para beneficiar a si mesmo.

Após fala na ONU, Dilma diz que há golpe em curso no Brasil

Presidenta anuncia à imprensa que pretende pedir ao Mercosul e à Unasul que suspendam o Brasil por conta da quebra do processo democrático do país 

Ichiro Guerra/PR/Fotos Públicas
Dilma Rousseff discursa à ONU
"Você rasga os princípios democráticos, está dado o golpe", disse Dilma à imprensa, em tom mais duro do que no discurso na ONU

Em um tom muito mais duro do que o usado na ONU, quando participou, na manhã de sexta-feira 22, da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, que rege medidas de redução de emissão dióxido de carbono a partir de 2020, a presidente Dilma Rousseff afirmou, em coletiva de imprensa em Nova York, no fim do dia, que há sim um golpe em curso no Brasil, do qual ela é a principal vítima:

"Golpe é um mecanismo pelo qual você tira pessoas do Poder por razões que não estão expressas na lei.

Não há crime de responsabilidade contra mim. Os golpes militares se deram rompendo a Constituição. E no meu caso há um outro jeito de se dar o golpe: basta a mão (do voto dos congressistas), que é extremamente poderosa. Com ela você rasga a Carta Constitucional e está dado o golpe. Você rasga os princípios democráticos, está dado o golpe"

Enquanto cidadãos pró e contrários aos impeachment se manifestavam do lado de fora, na rua 79, residência do embaixador do Brasil na ONU, o ex-chanceler Antonio Patriota, no bairro residencial de classe alta Upper East Side, Rousseff conversou, por mais de uma hora, com jornalistas estrangeiros baseados na cidade, entre eles profissionais do The New York TimesWashington PostFinantial Times, Guardian, Bloomberg, Reuters, Associated Press e El País.

Em seguida, em coletiva para a imprensa brasileira, ela repetiu o que já havia adiantado à imprensa internacional: em caso de aceitação pelo Senado de seu julgamento por crime de responsabilidade e conseqüente afastamento do cargo por até 180 dias ela pretende pedir ao Mercosul e à União das Nações Sul-Americanas (Unasul) que suspendam o Brasil por conta da quebra do processo democrático do país.

Em 2012 o Paraguai sofreu a punição, defendida por Brasília, por ferir a chamada cláusula democrática do acordo sul-americano durante o processo de deposição do então presidente Fernando Lugo. 

"Se eu, que sou presidente da República, me sinto vítima de um processo ilegal, golpista e conspirador, imagine o que poderá ocorrer à população pobre do Brasil quando seus direitos forem afetados. A garantia de meu direito não é só minha, pessoal. É a de que a lei irá se sobrepor a qualquer interesse pessoal ou político na nação", disse a presidente.

Mais cedo, na cerimônia da ONU, Dilma frustrou seus apoiadores ao mencionar apenas no fim de um discurso de pouco mais de 9 minutos, centrado na exaltação do recorde ambiental de seu governo, e de forma velada, o impasse político brasileiro.

Ela encerrou sua fala dizendo que o Brasil conta com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia, com um povo trabalhador com apreço pela liberdade. E, em mensagem cifrada, afirmou que os brasileiros saberão "impedir eventuais retrocessos".

Dilma afirmou que jamais iria à ONU "falar mal do Brasil", mas sim "a verdade sobre o Brasil". O foco do discurso, diz, sempre foi o Acordo de Paris. Mais tarde, na conversa com a imprensa, disse repudiar a crítica de que a denúncia do golpe poderia ser traduzida como uma forma de vitimização.

E, em claras referências ao vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), companheiro de chapa de Dilma em 2010 e 2014, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se tornará o segundo na linha de sucessão no caso de afastamento de Dilma, seguiu:

"Se isso ocorrer, assumem o Poder pessoas ilegítimas, que não tiveram um voto sequer para a presidência. Pessoas que têm em suas trajetórias acusações de lavagem de dinheiro em conta no exterior de processo de corrupção. Não há contra mim nenhuma acusação de corrupção, jamais recebi dinheiro para me beneficiar. A sensação de injustiça, de ser a vítima, não foi escolha minha, me colocaram nela. Construíram um processo sacrificial no Brasil", disse, em tom grave.

À constatação de que a imprensa internacional está cada vez mais sensível à narrativa do golpe, especialmente depois da caricata votação de abertura do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, Dilma afirmou que se subestima a capacidade da compreensão das pessoas, tanto dentro quanto fora do Brasil ao se tentar cercear sua movimentação fora do país.

A Câmara dos Deputados custeou a viagem, em classe executiva, de dois parlamentares da oposição – José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Luiz Lauro Filho (PSB-SP) – para se contraporem a eventual discurso na ONU de denúncia de golpe pela presidente. Os dois se disseram "muito satisfeitos" com o discurso de Dilma nas Nações Unidas, mas não participaram da coletiva no fim do dia.

"Lamento muito um tipo de editorial que vem sido lido e escrito no Brasil em relação a mim no momento em que decidi vir à ONU. Acho que esta precipitação mostra claramente o quanto temem serem tachados de golpistas. E sabe por que temem? Por que são."

Dilma também foi direta em relação aos três ministros do Supremo Tribunal Federal – Dias Toffoli, Celso de Mello e Gilmar Mendes - que afirmaram em entrevistas à imprensa recentemente ver carência de razão na argumentação usada pela presidente para definir que o processo de impeachment é um golpe.

Na opinião de Dilma, eles não deveriam sequer ter se pronunciado publicamente: "Antes de mais nada, esta não é a opinião do STF. É a opinião de apenas três ministros. E são ministros que não deveriam dar opinião porque vão me julgar", argumentou, já apontando para a possibilidade de um julgamento no Supremo em caso de afastamento permanente da presidência.

Dilma, que embarca de volta ao Brasil ainda esta noite, disse ainda que ela "tem a obrigação" de defender seu mandato, garantido por 54 milhões de votos dos eleitores brasileiros, e que irá "se esforçar muito" para convencer, nas próximas semanas, os senadores, com o apoio dos ministros da Justiça e da Fazenda, de que não há razão legal para o impeachment.

*Eduardo Graça, de Nova York

Ibope: só 8% acham que Temer resolverá crise

Na mesma sondagem, 62% dos entrevistados acham que a solução ideal para o país seria “Dilma e Temer saírem do governo e ocorrerem novas eleições”. Entre aqueles de 16 a 24 anos, este percentual sobe a 70%.

Do Brasil 247 

Vazamento pode anteceder votação do Golpe! São todos reféns!

     

Carta aos Ministros do Supremo, por Luís Nassif .




   

Como é que faz, Teori, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Celso de Mello, Luís Barroso, Luiz Fachin? Como é que faz? Não mencionei Lewandowski e Marco Aurélio por desnecessidade; nem Gilmar, Toffoli e Fux  por descrença

Antes, vocês estavam sendo levados por uma onda única de ódio preconceituoso, virulento,  uma aparente unanimidade no obscurantismo, que os fez deixar de lado princípios, valores e se escudar ou no endosso ou na procrastinação, iludindo-se - mais do que aos outros - que definindo o rito do impeachment, poderiam lavar as mãos para o golpe.

Seus nomes, reputações, são ativos públicos. Deveriam  ser utilizados em defesa do país e da democracia; mas, em muitos casos, foram recolhidos a fim de não os expor à vilania.
Afinal, se tornaram Ministros da mais alta corte para quê?

Os senhores  estarão desertando da linha de frente da grande luta civilizatória e deixando a nação exposta a esse exército de zumbis, querendo puxar de novo o país para as profundezas.

Não dá mais para disfarçar que não existe essa luta. Permitir o golpe será entregar à selvageria décadas de construção democrática, de avanços morais, de direitos das minorias, de construção de uma pátria mais justa e solidária..

A imprensa mundial já constatou que é golpe. A opinião interna está dividida entre os que fingem que não sabem que é golpe, e defendem o impeachment; e os que sabem que é golpe e reagem.

Desde os episódios dantescos de domingo passado, acelerou-se uma mudança inédita na opinião pública. Reparem nisso. Todo o trabalho sistemático de destruição da imagem de Dilma Rousseff de repente começou a se dissolver no ar.

Uma presidente fechada, falsamente fria, infensa a gestos de populismo ou de demagogia, distante até, de repente passou a ser cercada por demonstrações emocionadas  de carinho, como se senhoras, jovens, populares, impotentes ante o avanço dos poderosos, a quisessem proteger com mantos de afeto.

Abraçaram Dilma como quem simbolicamente abraça a democracia. E os senhores, que deveriam ser os verdadeiros guardiões da democracia, escondem-se?

Antes que seja tarde, entendam a verdadeira voz das ruas, não a do ódio alimentado diuturnamente por uma imprensa que virou o fio, mas os apelos para a concórdia, para a paz, para o primado das leis. E, na base de tudo, a defesa da democracia.

A vez dos jovens

Aproveitei os feriados para vir para minha Poços de Caldas. Minha caçula de 16 anos não veio. O motivo: ir à Paulista hipotecar apoio à presidente. A manifestação surgiu espontaneamente pelas redes sociais, a rapaziada conversando entre si, acertando as pontas, sem a intermediação de partidos ou movimentos. Mas unida pelos valores da generosidade, da solidariedade, pelas bandeiras das minorias e pelo verdadeiro sentimento de Brasil.

São esses jovens que irão levar pelas próximas décadas as lições deste momento e – tenham certeza - a reputação de cada um dos senhores através dos tempos. Não terá o sentido transitório das transmissões de TV, com seus motes bajulatórios e seu padrão BBB.  Na memória desses rapazes e moças está sendo registrada a história viva, tal e qual será contada daqui a dez, vinte, trinta anos, pois deles nascerá a nova elite política e intelectual do país, da mesma maneira que nasceu a geração das diretas.

Devido à censura, foram necessárias muitas décadas para que a mancha da infâmia se abatesse sobre os que recuaram no AI5, os Ministros que tergiversaram, os acadêmicos que delataram, os jornalistas que celebraram a ditadura. Hoje em dia, esse julgamento se faz em tempo real.

Nas últimas semanas está florescendo uma mobilização inédita, que não se via desde a campanha das diretas.

De um lado, o país moderno, institucional; do outro, o exército de zumbis que emergiu dos grotões. De um lado, poetas, cantores, intelectuais e jovens, jovens, jovens, resgatando a dignidade nacional e a proposta de pacificação. Do outro, o ódio rocambolesco aliado ao golpismo.

Não permitam que o golpe seja consumado. Não humilhem o país perante a opinião pública mundial.

Principalmente, deixem na memória dessa rapaziada exemplos de dignidade. Não será por pedagogia, não: eles conhecem muito melhor o significado da palavra dignidade. Mas para não criar mais dificuldades para a retomada da grande caminhada civilizatória, quando a rapaziada receber o bastão de nossa geração.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dilma recebe apoio antes de viajar para Nova York

    Um grupo de simpatizantes do governo Dilma Rousseff promoveu nesta quinta-feira (21) um café da manhã na entrada do Palácio da Alvorada, para demonstrar contrariedade ao processo de impeachment contra a presidenta que tramita no Congresso Nacional.
 
    Cerca de 70 pessoas estavam na portaria do Alvorada, por volta das 9h20, quando a presidenta deixou o local com destino à Base Aérea de Brasília. Ela viajou nesta manhã para Nova York, onde vai participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

    Antes do embarque, parte dos manifestantes gritava palavras de ordem em defesa de Dilma como “Dilma, guerreira, do povo brasileiro”. Uma das presentes comentava com outra a decisão dos deputados de aprovarem a abertura do processo de impeachment: "A própria Câmara se denunciou para o mundo. É uma chacota geral".

    Para o funcionário público Vinícios Vitoi, 54 anos, os grupos presentes acreditam no governo de Dilma e temem que após uma “fase de expansão econômica” haja novamente um período de “concentração de renda”.

    "Os políticos não representam mais o povo, representam interesses econômicos de grupos poderosíssimos que os colocaram lá. Os deputados e senadores fazem leis que beneficiam a eles mesmos; as regras de funcionamento do Congresso são eles que criam, e assim vai a carruagem. São pessoas que se perpetuam ali há décadas", afirmou Vinícius, que disse não ser filiado a nenhum partido político.

    Quando Dilma entrou no helicóptero, os gritos de apoio aumentaram: “Não vai ter golpe, vai ter luta”. Após o embarque, a aeronave sobrevoou próximo aos manifestantes e foi possível ver Dilma acenando de uma das janelas. Depois, eles participaram de um café da manhã coletivo no estacionamento do Alvorada.

    De acordo com Fátima de Deus, 62 anos, que é fundadora do PT em Brasília, o evento foi avisado a funcionários do Palácio do Planalto. "Nós queríamos estar juntos nesse dia de aniversário de Brasília, na casa dela, projetando uma energia boa para ela. Nós estamos aqui dizendo para ela que a apoiamos, e vamos lutar por ela", explicou.

    Bandeiras e camisetas de apoio a Dilma e do PT foram levadas pelos manifestantes. Algumas faixas exibiam mensagens de solidariedade a Dilma e fazendo menções ao “golpe” e a períodos dos anos 1980 e 1990, quando “bandidos de colarinho branco não iam para a cadeia” e houve “fome e supermercados saqueados”.

    A advogada Ana Luzia Reis, 58 anos, acredita que o apoio popular pode fazer com que a situação de Dilma seja revertida no Senado. "A primeira coisa é nos unir contra o ódio. Depois, mostrar que nós, que temos um ideal, temos que defender esse país contra influência de pessoas que querem destruí-lo. Eu não acredito em dificuldade, eu acredito em vitória. A força do bem, da justiça e da democracia é que vai vencer", afirmou Ana.

    Na opinião da psicóloga Marlene dos Santos Pessoa, 68 anos, que também não é ligada a partido político, as falas dos deputados na votação do último domingo (17) não mencionaram as “pedaladas”. "Eu sou muito esperançosa. O que a gente está vendo são aberrações. Está todo mundo, mesmo quem é do lado do golpe, está entristecido de ver um Congresso totalmente comercial. Cada um querendo tirar o seu quinhão", disse.

 Fonte: Agência Brasil

Maduro diz que impeachment de Dilma ameaça toda a América Latina

    O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reiterou nessa semana apoio à presidenta brasileira, Dilma Russeff, diante do que considera ser "um golpe de Estado parlamentar" que ameaça toda a América Latina. "Esse golpe de Estado no Brasil é uma ameaça para todos os povos da América", disse.
 
    Nicolás Maduro falou em Caracas para centenas de simpatizantes que saíram à rua numa marcha para comemorar o 206º aniversário da assinatura da Ata de Declaração da Independência da Venezuela, assinada em 19 de abril de 1810. "Fomos testemunhas de um evento que, sem lugar para dúvidas, constitui um golpe de Estado parlamentar contra a legítima presidente do Brasil, Dilma Rousseff", frisou.
    Nicolás Maduro considerou que o processo de destituição de Dilma Rousseff "faz parte de uma ofensiva imperialista para acabar com os governos populares e para implementar outra vez um modelo neoliberal repressivo". "Estão brincando com a vontade do povo", disse. "A Venezuela bolivariana solidariza-se com a presidente Dilma, com o povo do Brasil e condena o golpe de Estado", acrescentou.

    Por outro lado, pediu aos venezuelanos para estarem em alerta e defenderem a causa independentista e reivindicarem o projeto de integração latino-americana de Simón Bolívar (1783 - 1830), o militar e líder político que teve um papel destacado na independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela. "Não podemos falhar à causa de Bolívar, à causa da América", afirmou.

    No último domingo, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou, por 367 votos contra 137, sete abstenções e duas ausências a continuação do processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, que passou para o Senado.

 Fonte: Agência Brasil

domingo, 21 de setembro de 2014

Marina mente,de novo:Clientes da candidata desmentem

Entidades revelam quanto pagaram por palestras da candidata do PSB.Com palestras, Marina Silva ganhou 1,6 mi nos últimos 3 anos. Mas berra na propaganda eleitoral que sabe o que é passar fome. Pensa que engana quem? E  o pior, para quem se diz honesta, por que Marina não declarou ao TRE?

Presidenciável havia dito que cláusula de confidencialidade a impedia de dar essas informações

 A cláusula de confidencialidade usada como justificativa pela candidata Marina Silva (PSB) para manter sob sigilo os clientes e valores individualizados de suas palestras não se aplica a todos os seus contratos.

Ao contrário do que Marina tem dito publicamente, quatro entidades disseram à Folha que não assinaram nenhum acordo para tratar como sigiloso o valor pago a ela.

Apesar de a ex-ministra ter revelado à Folha que obteve renda bruta de R$ 1,6 milhão com 72 palestras proferidas entre março de 2011 e maio de 2014, Marina ainda mantém em segredo quem lhe contratou e quanto cada um pagou, alegando que a confidencialidade é imposta por seus contratantes.

Procurada, a assessoria da campanha agora afirma que houve contratos sem cláusula de confidencialidade e sustenta que, posteriormente, a empresa de Marina passou a oferecer essa opção por exigência dos clientes.

"É compromisso público da empresa de Marina Silva divulgar o mais breve possível a lista de todos os contratantes dos serviços prestados que não se opuserem à divulgação dos dados dos contratos. Para isso, todos os contratantes estão sendo procurados para autorizar formalmente a quebra da cláusula de confidencialidade", informou a assessoria.

As palestras, que são sua única fonte de renda desde que deixou o Senado, garantiram-lhe ganho líquido de R$ 1 milhão em três anos.

Durante debate promovido por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan no início deste mês, a candidata do PSB explicou que a confidencialidade "é muito mais uma exigência das pessoas que contratam" o trabalho dela do que uma demanda pessoal.

Ela garantiu ainda não ter "nenhum problema em que sejam reveladas as empresas" que lhe contrataram.

A reportagem procurou 32 entidades para as quais Marina deu palestras desde 2011, após ter deixado o Senado.

Das 17 que responderam aos questionamentos da reportagem, quatro revelaram não ter existido nenhum acordo de confidencialidade. Destas, apenas a Fundação Dom Cabral se recusou a revelar o valor das duas apresentações, uma em 2011, em Belo Horizonte, e outra em 2012, em São Paulo.

"Não houve contrato de confidencialidade. Contudo, é praxe da fundação não informar o valor pago a quaisquer de seus palestrantes, por uma conduta da escola", disse a assessoria da entidade.

Mas outras três abriram os dados: a Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais pagou R$ 31 mil, a Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos do Rio repassou R$ 5.000, e o Conselho Federal de Contabilidade, R$ 33 mil.

Nenhuma delas firmou qualquer tipo de acordo de confidencialidade.

"Não constou essa exigência no contrato", informou, por exemplo, a Associação Comercial de Minas. Segundo a entidade, Marina teve outras exigências: seguranças, transporte terrestre com motorista e ar-condicionado e dieta especial, por causa de suas restrições alimentares.

Outras cinco instituições confirmaram o acordo para manter sob sigilo o valor pago, admitindo não ter sido exigência de Marina, mas procedimento interno padrão, e oito entidades disseram que Marina não cobrou pela apresentação. As demais não responderam aos questionamentos ou se recusaram a dar informações. Está na Folha, que voltou fazer campanha para Aécio

Por que a Marina ataca o BNDES?...Porque o dono do Itaú não gosta do banco!

Marina é candidata de um assunto só:Petrobras. Mas hoje, a candidata do banco Itaú abriu uma exceção; está atacando o BNDES nas redes sociais

E, por que Marina não gosta do  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),  empresa pública federal, cujo principal objetivo é financiar de longo prazo a realização de investimentos em todos os segmentos da economia, de âmbito social, regional e ambiental?

Por que o banqueiro, Roberto Setúbal, dono do Itaú, que sustenta Marina, também não gosta, como vocês podem ver na imagem
 
 O programa de governo de Marina, que talvez tenha sido escrito por sua amiga Neca Setubal, que também é dona do Itaú,  defende a redução dos subsídios dos bancos públicos, como BNDES, BB e Caixa. São esses subsídios que fomentam o desenvolvimento e programas federais.

Se fosse colocado em pratica esse tipo de  programa de governo, o que aconteceria? Não só a Petrobras (que a Marina odeia) perderia a importância, e acabaria com o subsídio,como acabaria o  Minha Casa Minha Vida. E o mais grave é que também não ia ter Plano Safra do agronegócio ou da agricultura familiar porque hoje todo o dinheiro do Plano Safra é subsidiado pelo governo federal e tem a participação dos bancos públicos. E mais, sem os subsídios, não haveria programa de investimentos, para, por exemplo  em metrô.

Marina tem ideias  aventureiras, obscurantistas e atrasadas. Elas fazem parte de uma proposta aparentemente avançada, demagógica e, sobretudo, não sei a que interesses servem. Mas, imaginamos, a quem interessa

Quanto ao banco "dá" dinheiro, como Marina disse, o único banco que nós sabemos que dá dinheiro,  é o Itaú, mas só para Marina Silva

Janot é contra direito de resposta para Marina em inserção do PT

O procurador-geral Eleitoral, Rodrigo Janot, encaminhou na quarta-feira, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um parecer no qual se posiciona contra a concessão de um direito de resposta para que a campanha de Marina Silva responda às informações apresentadas pelo programa de televisão da adversária Dilma Rousseff sobre a proposta do pré-sal. A coligação de Marina quer ter direito a um minuto no programa de Dilma para responder o que considera como distorção maliciosa e evidente do seu programa de governo veiculada no sábado, 13.

Os advogados da candidata do PSB entraram com uma ação no TSE para rebater a afirmação de que Marina é contra a exploração de petróleo do pré-sal e que eliminaria os recursos provenientes dessa fonte que seriam aplicados na saúde e na educação. O Tribunal pode apreciar a ação, que não teve pedido de liminar, ainda nesta quinta-feira. Em defesa, Dilma e sua coligação defendem que a peça respeita os princípios que regem a propaganda eleitoral e que a campanha de Marina pretende transferir uma discussão absolutamente política, que deve ser tratada no âmbito dos debates políticos, para o âmbito jurídico.

Em sua manifestação, Rodrigo Janot afirma que, para se obter um direito de resposta, é preciso haver uma ofensa, ainda que indireta, a algum candidato, partido ou coligação partidária. "Na espécie, não se verifica que a afirmação ''Marina tem dito que, se eleita, vai reduzir a prioridade do pré-sal ()'' e que 'isso significaria que a educação e a saúde poderiam perder 1 trilhão e 300 bilhões de reais' 'E que milhões de empregos estariam ameaçados em todo País' tenha aptidão de ofender a candidato, partido político ou coligação", afirma o procurador-geral Eleitoral no parecer.

Anteriormente, Rodrigo Janot já havia se posicionado em três ações contra outro pedido de direito de resposta para Marina no programa de Dilma, sobre as peças que continham críticas à proposta da ex-ministra de conceder autonomia operacional ao Banco Central. O TSE, que ainda não julgou o mérito das ações, negou um dos três pedidos de concessão de liminar para retirá-las do ar.

Petrobrás é vítima de ataque especulativo por parte da campanha de Marina

O antro de especulação conhecido como Merril Lynch, adquirido pelo Bank of América depois de ter contribuído para quebrar instituições do mundo inteiro na crise de 2008, quando foi flagrado como um dos maiores distribuidores de títulos podres dos Estados Unidos (os famosos subprime), acaba de promover um criminoso ataque especulativo contra a Petrobrás, maior empresa brasileira.

Para quem ainda não sabe, Bank of America Merrill Lynch, banco americano, tem se reunido com a candidata Marina Silva, inclusive, foi deles que Marina cobrou entre 100 e 200 mil reais por um jantar. 

Agora vejam que interessante:  O coordenador de comunicação da campanha de Marina, o  jornalista Alon Feuerwerker, usou sua conta no Twitter para, "dar dica". Nada de mais se não fosse mais uma especulação com o intuito de prejudicar a Petrobras... 

Um relatório oficial do Merril Lynch, divulgado em outubro de 2013 com grande repercussão na mídia brasileira, apontou a Petrobrás como "a empresa mais endividada do mundo". O resultado foi a queda dos papéis da companhia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que em janeiro deste ano alcançaram o recorde negativo de cerca de R$ 15 por ação.

Após empurrar as ações da estatal brasileira para baixo, em uma manobra ardilosa, o BofA/Merril Lynch executou a segunda parte do golpe. Segundo matéria no portal 247, entre os dias 20 e 24 de janeiro, quando as ações da Petrobrás chegavam ao seu ponto mais baixo, os especuladores de plantão na corretora do BofA se encheram de ações desvalorizadas da companhia.

Um levantamento publicado no site Infomoney, revela que o Merrill Lynch comprou no período nada menos que 12,9 milhões de ações ON e outros 3,7 milhões de papéis PN da companhia. Ou seja, primeiro difamou a empresa para derrubar o valor das suas ações e, em seguida, uma vez conseguido o intento, comprou os mesmos papéis com o objetivo de açambarcar os lucros da sua recuperação.

Será que estamos descobrindo de onde parte os boatos?

A presidente Dilma  reagiu com irritação às especulações das bolsas de valores dizendo que essa variação do mercado em função das pesquisas eleitorais é "ridícula". Para a presidente, "especulação tem limite" e "tem alguém ganhando dinheiro com isso", assegurando que não é ela.
A reação da presidente foi a uma pergunta sobre a oscilação do mercado nos últimos dias, quando as ações da bolsa caíram e o dólar subiu por causa da melhoria dos índices da pesquisa a favor da reeleição da petista. "Acho ótima a reação da bolsa. Quando a bolsa cai, eu falo: será que eu subi?", ironizou. "Está ficando ridículo isso. Especulação tem limite. E acho que tem gente ganhando com isso e eu não sou. Eu perco", desabafou a presidente, em tom de irritação. "Eu acho desagradável o fato de acharem que uma coisa está vinculada à outra, quando sobe ou quando desce", completou.